Erros que você não pode cometer ao escrever seu livro



Escrever um livro envolve muito mais do que sentar à frente do computador – ou com a caneta e caderno na mão - e dispor suas ideias em longas e longas páginas. Muita gente acha que dessa forma nascem as obras. Porém, o processo é bem mais trabalhoso – requer planejamento, organização e estruturação - e envolve passos bem além do que esse ato de expressão de informações.


Hoje quero comentar sobre dois erros importantes que você, autor ou futuro autor, não pode cometer ao escrever seu livro. Tome nota!


Um deles é escolher um tema para a sua obra ao qual você não domina. Por mais que você seja um excelente pesquisador, farejador de dados e faça um exímio trabalho de levantamento de informações, é preciso ser consistente na análise disso tudo. Se você não tem esse conhecimento mais profundo, o livro vai ficar com um conteúdo pobre e raso – vai faltar verdade nele e o leitor vai identificar isso.


Ao longo da minha carreira como editor e Book Advisor tenho notado que esse é um erro muito comum. As pessoas que têm pouca vivência nos temas tratados em suas obras não conseguem trabalhar as sutilezas do assunto – não mostram os principais desafios envolvidos no seu dia a dia. Não conseguem endereçar as dificuldades vivenciadas pelos leitores ao lidar com o objeto tratado.


É aquela coisa: como alguém vai escrever um livro sobre investimentos sem nunca ter poupado R$ 1 sequer ou aplicado seus recursos no mercado financeiro? Como alguém vai falar sobre vendas se nunca trabalhou na área? Esse é um erro fundamental que não dá para cometer. Se você está pensando em escrever um livro sobre um tópico que você não tem vivência, reflita bem a respeito.


O segundo erro também é fatal. Autores e futuros escritores que acreditam deter todo o planejamento do livro em sua cabeça. Volta e meia ouço: "Edu, o livro já está todo pensado. Falta só colocar no papel".


Esse é um grande problema! A falta de organização no papel – ou no computador – de como será o livro, prejudica a criação de um roteiro detalhado, incluindo a descrição dos capítulos, introdução, conclusão, etc. Isso reflete na falta de direcionamento das reais necessidades de seu público-alvo leitor.


Quando o autor acha que tem tudo na cabeça e não planeja o seu projeto, a chance de não concluir a obra é muito grande. "Mas toda regra tem exceção, Eduardo", você pode pensar. Sim, concordo. Kafka escreveu A Metamorfose em poucos dias. Mas não encontramos Kafkas em cada esquina, não é verdade?


Na maioria dos casos um livro morre assim: o autor, empolgado, sai feito louco escrevendo o primeiro, segundo e o terceiro capítulo. Mas aos poucos esse ritmo vai diminuindo e, quase sem perceber, chega o momento em que o autor se vê confuso, não sabe mais o que escrever, como dar continuidade e trava completamente. Chega um ponto em que você não conseguirá evoluir na escrita justamente por essa falta de roteiro e direcionamento.


Isso é péssimo, pois você inicia a escrita com motivação e, de repente, se sente incapaz de continuar. Acaba entrando na espiral da autoestima baixa, achando que não sabe escrever, que está sem ideias, que não consegue se organizar. Mas tudo isso, na verdade, é resultado da falta de planejamento, de enxergar o livro como um todo.


Por isso, se você está com o projeto de um livro na cabeça, te convido a tirá-lo do seu compartimento mental e dar vida a ele no plano material. Isso será um importante guia que fará a diferença a cada capítulo escrito e concluído.



Sobre Eduardo Villela

Eduardo Villela é Book Advisor e assessora pessoas, famílias e empresas na escrita e publicação de seus livros. Trabalha com escrita e publicação de livros desde 2004. Já lançou mais de 600 livros de variados temas, entre eles comportamento e psicologia, gestão, negócios, universitários, técnicos, ciências humanas, interesse geral, biografias e ficção infantojuvenil e adulta.

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